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Nome: Cantinho_da_felicidade


Fundado e construído: com o amor, carinho e amizade de todas(os) vocês em 02/10/2003.


Sonho: Você pode dizer que eu sou um sonhador, mas eu não sou o único, espero que um dia você se junte a nós... E um dia seremos um só, um só mundo, um só coração, um só espírito, um só Amor, um só sorriso, um só canto, um só destino: o destino de sermos muito FELIZES


Dizem que leva um minuto pra conhecer uma pessoa especial, uma hora para apreciá-la, um dia para amá-la, mas mais do que uma vida inteira para esquecê-la.



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"Faça aos outros o que gosta que os outros façam a você". Cada um recebe de acordo com o que dá.


Segunda-feira, Fevereiro 08, 2010



O castiçal

Tagil era um homem pobre. Jardineiro, ganhava a vida no trabalho diário com flores e plantas. Certo dia, ele se dirigia para casa quando encontrou no caminho um homem prestes a ser assaltado. De alma nobre e ânimo valente, logo foi em socorro do desconhecido. Graças à sua interferência os dois ladrões fugiram sem causar maiores danos físicos. Reconhecido, o quase assaltado resolveu premiar o seu salvador. Por ser um rico mercador e possuir muitas e ricas peças, tomou de uma caixa amarela de couro lavrado e a deu ao jardineiro. Tagil foi rápido para casa. Mal podia conter sua curiosidade. O que será que lhe teria dado o rico senhor? Como a caixa pesasse ele pensou que poderiam ser muitas moedas de prata. Ao abrir a caixa para conhecer as preciosidades que ela devia conter, ficou desiludido. Era somente um castiçal. Um castiçal de metal escuro e pesado. Tagil ficou muito aborrecido. Afinal, arriscara a vida lutando contra os salteadores da estrada e ao final, somente ganhara aquilo. O que ele faria com um castiçal? Convencido do desvalor do presente, ele atirou o castiçal a um canto. Abandonado, o objeto ficou rolando pela casa. Toda vez que o jardineiro colocava sobre ele os olhos, mais se amargurava lembrando do episódio. Descuidadamente, o castiçal caiu no terreiro e ficou ao relento alguns dias. De outra feita, serviu de calço para um móvel partido. Até como martelo foi utilizado pelo seu dono. Como as dificuldades da vida de Tagil se avolumassem, ele precisou sair daquela casa e foi morar em outras paragens. Levou consigo quase tudo que possuía. Mas deixou sobre a mesa suja, o castiçal. Afinal, era uma coisa imprestável! Ora, aconteceu que na casa deixada por Tagil, veio morar um músico. Descobrindo o castiçal em desleixo, teve logo a impressão de que deveria ser uma peça curiosa. Tirou-lhe o pó e livrou-o das manchas que o recobriam. Viu então que na base da peça havia várias figuras. Um belo navio, que parecia vencer as ondas e uma bailarina graciosa que dava a impressão de dançar no meio de um lindo jardim. Virando um pouco a peça, descobriu ainda um majestoso templo com torres apontadas para o céu. E, finalmente, um corcel negro a galopar sobre uma montanha de nuvens. Quanta beleza! Imaginou logo o músico que o castiçal deveria ser uma preciosidade. Tratou de mostrá-lo a várias pessoas, até conseguir que um rico colecionador de peças raras o comprasse, por uma fortuna incalculável. O que nas mãos de Tagil era uma peça inútil se transformou em uma verdadeira preciosidade aos olhos inteligentes de Leonardo.

Quantas pessoas existem no mundo que, à semelhança do jardineiro, possuem ao seu lado tesouros incalculáveis mas cujos olhos não se apercebem do que os rodeia. A peça preciosa que Deus depositou nas nossas mãos pode ser uma esposa dedicada, uma mãe extremosa, um filho, pais dedicados. Haverá tesouro maior que o dos afetos que abençoam uma vida, enchendo-a de alegrias? Aproveite ao máximo os tesouros do tempo e da oportunidade, valorizando o conhecimento pela sua bem dirigida aplicação.

(Baseado em Malba Tahan - A mulher e o castiçal)

:: Por Cantinho_da_felicidade | 4:25 PM | ::



Está tudo cinzento

Dona Joaninha recebeu um par de óculos escuros no dia de seu aniversário. Correu para o espelho para ver se lhe caiam bem e pensou: - Hum! Que charme! Dona Joaninha era bem vaidosa. Toda satisfeita, pôs seu vestido vermelho com bolinhas pretas e saiu para passear. Infelizmente o dia estava escuro, as flores pareciam tristes, o sol bocejava preguiçoso. Dona Joaninha começou a ficar aborrecida com tudo e voltou pra casa. Com o passar do tempo a vida foi ficando mais sem graça. Dona Joaninha resolveu então não sair mais de sua casa. Na folha da palmeira, ficou lá triste, dias e dias. E foi então que Dona Joaquina sentindo falta de sua prima pensou: - Onde será que anda a prima Joaninha? Sempre tão animada e atenciosa, será que ficou doente? Vou fazer uma visita. Lá chegando, Dona Joaquina bateu à porta da casa da prima Joaninha. - Quem está aí? - perguntou Dona Joaninha com a voz bem fraquinha. Quando percebeu que era sua prima, Joaquina ela falou com voz triste: - Entra prima, eu estou aqui tão deprimida, os dias estão sempre tão cinzentos, resolvi ficar aqui quietinha, esperar as coisas melhorarem. Mas de repente, Dona Joaquina afirmou com um ar de deixa disso: - Que nada prima! Abra logo essa janela. Vamos para o jardim, o dia está maravilhoso, veja que lindas flores, o céu está azul. Acorda, está tudo tão lindo. Ainda desanimada insistiu Dona Joaninha: - Vejo os dias cinzentos, as flores cinzentas, o céu cinzento, tudo cinzento. Como é que pode? Eu vejo tudo ao contrário do que você diz. Então Joaquina com a maior naturalidade: - É simples, querida prima, tire esses óculos escuros! E ela tirou e exclamou: - Que beleza! A cor voltou para as flores, o céu está azul novamente! E sorrindo Dona Joaquina disse: - Estava assim o tempo todo mulher, é só tirar os óculos escuros!

Entendida a mensagem então vamos lá: Todo mundo tirando os óculos escuros de suas vidas.

(Autor desconhecido)

:: Por Cantinho_da_felicidade | 4:18 PM | ::



Um copo de água

Um conferencista falava sobre gerenciamento da tensão. Levantou um copo com água e perguntou à platéia: - Quanto vocês acham que pesa este copo d'água? As respostas variaram entre 20gr e até 500gr. O conferencista, então, comentou: - Não importa o peso absoluto. Depende de por quanto tempo vou segurá-lo. Se eu seguro por um minuto, tudo bem. Se eu seguro durante uma hora, eu terei uma dor no meu braço. Se eu seguro durante um dia inteiro, você terá que me chamar uma ambulância. E é exatamente o mesmo peso, mas quanto mais tempo eu passo segurando-o, mais pesado vai ficando. E concluiu: - Se carregamos nossos pesos o tempo todo, mais cedo ou mais tarde, nós não seremos mais capazes de continuar, a carga vai tornando-se crescentemente mais pesada. O que você tem que fazer é deixar o copo em algum lugar e descansar um pouco antes de segurá-lo novamente. Temos que deixar a carga de lado periodicamente, do jeito que puder! É reconfortante e nos torna capazes de continuar. Então antes de você voltar do trabalho para casa hoje à noite, deixe o peso do trabalho num canto. Não o carregue para casa. Você poderá recolhê-lo amanhã.

A vida é curta, aproveite-a!


(Tradução de SergioBarros)

:: Por Cantinho_da_felicidade | 4:17 PM | ::


Terça-feira, Fevereiro 02, 2010



Efêmero

Se pudéssemos ter consciência do quanto nossa vida é efêmera, talvez pensássemos duas vezes antes de jogar fora as oportunidades que temos de ser e de fazer os outros felizes. Muitas flores são colhidas cedo demais. Algumas, mesmo ainda em botão. Há sementes que nunca brotam e há aquelas flores que vivem a vida inteira até que, pétala por pétala, tranqüilas, vividas, se entregam ao vento. Mas a gente não sabe adivinhar. A gente não sabe por quanto tempo estará enfeitando esse Éden e tampouco aquelas flores que foram plantadas ao nosso redor. E descuidamos. Cuidamos pouco. De nós, dos outros. Nos entristecemos por coisas pequenas e perdemos minutos e horas preciosos. Perdemos dias, às vezes anos. Nos calamos quando deveríamos falar; falamos demais quando deveríamos ficar em silêncio. Não damos o abraço que tanto nossa alma pede porque algo em nós impede essa aproximação. Não damos um beijo carinhoso "porque não estamos acostumados com isso" e não dizemos que gostamos porque achamos que o outro sabe automaticamente o que sentimos. E passa a noite e chega o dia, o sol nasce e adormece e continuamos os mesmos, fechados em nós. Reclamamos do que não temos, ou achamos que não temos suficiente. Cobramos. Dos outros. Da vida. De nós mesmos. Nos consumimos. Costumamos comparar nossas vidas com as daqueles que possuem mais que a gente. E se experimentássemos comparar com aqueles que possuem menos? Isso faria uma grande diferença! E o tempo passa... Passamos pela vida, não vivemos. Sobrevivemos, porque não sabemos fazer outra coisa. Até que, inesperadamente, acordamos e olhamos pra trás. E então nos perguntamos: e agora?! Agora, hoje, ainda é tempo de reconstruir alguma coisa, de dar o abraço amigo, de dizer uma palavra carinhosa, de agradecer pelo que temos. Nunca se é velho demais ou jovem demais para amar, dizer uma palavra gentil ou fazer um gesto carinhoso. Não olhe para trás. O que passou, passou. O que perdemos, perdemos. Olhe para frente! Ainda é tempo de apreciar as flores que estão inteiras ao nosso redor. Ainda é tempo de voltar-se para Deus e agradecer pela vida, que mesmo efêmera, ainda está em nós. Pense!... Se você está lendo esta mensagem é porque ainda tem tempo!!! Não o perca mais!... Que Deus te abençoe!

(Letícia Thompson)

Mensagem retirada com autorização do site da Letícia Thompson
Vale a pena conferir esse belo trabalho.

:: Por Cantinho_da_felicidade | 1:24 PM | ::



A tapeçaria

Um missionário viajava por terras distantes, quando ao passar por um mercado de um vilarejo, encontrou uma banca de criadores de peças de tapeçaria. Enquanto andava, um fato lhe chamou a atenção; um homem estava gritando de seu tear em um canto da banca para outro operário do outro lado da banca. Enquanto gritava, fios formavam a peça de tapeçaria como que por mágica. O missionário pediu uma explicação à seu guia. - O homem que você vê, disse o guia, é um tecelão mestre. Ele grita à seu aprendiz atrás do tear que cor de fio usar e onde colocar. Só o tecelão conhece o projeto inteiro, então é vital que o aprendiz execute os comandos do mestre com extrema exatidão. - E o aprendiz nunca comete um erro? Perguntou o missionário. - Naturalmente. Mas o tecelão é um homem muito bondoso e neste caso ele raramente colocará o menino para fora do serviço. Ao contrário, sendo um grande artista, ele simplesmente trabalha o erro dentro do projeto. E o missionário saiu pensando.

- Assim é Deus conosco. Nós não podemos ver o padrão que Deus quer dar à peça. Estamos do outro lado do tear olhando para os fios aparentemente colocados sem propósito. Ocasionalmente podemos dar uma olhada no projeto, mas então logo que imaginamos saber tudo, o mestre indica um fio que muda toda a coisa. Então, temos que confiar, pois o mestre tecelão sabe o que ele faz. - E como o aprendiz, nós também cometemos nossos erros. Colocamos um fio vermelho ao invés de um violeta. Damos o nó no lugar errado ou deixamos frouxo. E Deus, em sua misericórdia, não dá bronca, mas apanha nossos erros e refaz o projeto.

(Tradução SergioBarros)

:: Por Cantinho_da_felicidade | 1:15 PM | ::



Procure corrigir com calma aqueles que erram, e saiba relevar as imperfeições dos outros, da mesma forma que espera a compreensão dos outros para os seus erros.

(Minuto de sabedoria)

:: Por Cantinho_da_felicidade | 1:15 PM | ::


Sexta-feira, Janeiro 29, 2010



Mais um passeio ao redor do jardim

Caminhar é um ótimo exercício para o físico e para o espírito. Este foi um passeio que jamais esquecerei. Há uma colina muito arborizada próximo à minha casa. Sempre que quero me lembrar de como sou abençoado, eu vou por esta colina. No alto, há uma linda velha casa de pedra que eu admiro desde que mudei para cá há mais de 10 anos. Eu converso com o velho casal que sempre está trabalhando em seu terreno toda vez que eu passo. Devem trabalhar muito no jardim porque seu lar é uma bela paisagem. Entre as flores abundantes e as matas posso ver estátuas gregas e banheiras para os pássaros. Mas no ano passado eu notei uma mudança. O mato cresceu além do normal e as flores não estavam tão bem cuidadas. - Como estão vocês, meus amigos? Perguntei quando passava em frente à sua varanda. - Estamos tão bem quanto se pode esperar, senhor. Respondeu o cavalheiro. Eles estavam sentados na varanda. Ele usava uma quente jaqueta de lã, aberta na frente revelando um colete azul de malha. Apesar do fato de nunca saírem, ele usava uma gravata, como sempre. Ela estava sentada em uma cadeira de balanço, embrulhada da cabeça aos pés num cobertor. Por baixo, dava para perceber, ela usava uma pesada calça de lã. Em contraste eu usava uma camiseta e bermuda. Naquela idade, qualquer brisa mais fria requer uma roupa mais quente. - Vocês estão prontos para o inverno? Perguntei. - Com o passar dos anos, nós aprendemos a antecipar os frios dias de inverno. Nossa lareira e nossa varanda são um bom refúgio. E é um ótimo lugar para uma xícara de chá e um bom livro. Você está escrevendo aquele livro ainda? Ele perguntou. - Não, já foi publicado, mas em breve escreverei histórias ouvidas ao longo do caminho. Prometo trazer um para você. Eu disse. - Espero estarmos aqui para lê-lo. Ele disse. - Estão pensando em se mudar? Perguntei. - Não meu amigo. Como esta estação em que estamos agora, nós estamos no outono de nossas vidas. Nosso tempo junto agora é medido em estações. Rezo para que possamos sobreviver ao inverno. Ele disse. Então, virando-se para sua esposa, ele disse, - Meu amor não está muito bem. Meu coração dói por ela. Eu não estou certo de que vamos... Começou a chorar. Eu, nervosamente, esfreguei os pés na calçada, sem saber o que dizer. - Eu sempre gostei da aparência de nosso terreno durante o outono. Acho que devo ser grato por Deus nos permitir, pelo menos mais uma vez, ter esta vista espetacular. Mas enquanto as folhas caem, eu vejo minha esposa começar a murchar. - Não sei se já lhes falei isto. Mas o trabalho de vocês, este presente de vocês que traz vida ao mundo na forma de flores e árvores, levantou meu ânimo muitas vezes. Por anos passei por aqui e sempre parei o tempo suficiente para renovar minhas forças. Deve lhes dar grande satisfação ver o fruto de seu trabalho. Eu disse. - Sim, com certeza. Exceto durante este último ano. Pudemos fazer pouco por causa da saúde deficiente de minha esposa. Eu sempre soube que seria capaz de reconhecer quando nosso tempo junto estivesse terminando. Ele disse. Então, saindo cuidadosamente da varanda, ele apontou o caminho pelo jardim que começava ao lado e envolvia a casa inteira. - Esta grade coberta de rosas foi desenhada para parecer os portões de Céu. Jurei nunca andar sozinho por este caminho. Ela sempre será o meu apoio. Olhei, admirando toda a beleza do caminho, e perguntei, - Vocês têm passeado por ele ultimamente? - Não. E é por isso que está em tal mau estado. Ele respondeu. Mas é nosso sonho ver a primavera juntos mais uma vez. E dar mais um longo passeio. Então um pensamento veio a mim. Você sabe de onde estes pensamentos vêm. - Você tem uma cadeira de rodas? Perguntei. - Sim. Na varanda dos fundos. Nós não a usamos. Eu não consigo manobrar. O caminho não é pavimentado. Ele disse. - Sim, mas eu posso. Fale para sua esposa que vamos passear. Pegarei a cadeira. Nós três passeando pelos Portões de Céu... Ele ficou ao lado da cadeira segurando a mão da esposa. Passeamos juntos. Talvez uma última vez. - Esqueçam-se de que estou aqui. Eu disse. Quero que seja o seu momento juntos. Vou ficar quieto e calado. Pense em mim apenas como as mãos de Deus a lhes apoiar. De fato senti-me invisível. Fui testemunha de um momento notável quando ele começou a cantar suavemente para ela. Num certo momento, ele parou, ajoelhou-se à frente dela, acariciou seu rosto, ela se inclinou e beijaram-se. Eu não tenho idéia de quanto tempo levou. Gostaria que tivesse sido eterno. Um dia será. - Obrigado. Você não tem idéia do que você fez por nós. Ele disse. - Vocês é que não têm nenhum idéia do que fizeram por mim. Eu respondi. Com sua permissão, esta é uma história para meu próximo livro. Então sua esposa tocou minha mão e sorriu. De sob seu cobertor ela tirou uma pequena rosa que tinha arrancado pelo caminho. Gesticulou para que eu a pegasse. Mas eu peguei sua mão e a coloquei junto à dele e disse, - Deve ser a última rosa deste ano. Uma flor para lembrar a ambos que a primavera espera por vocês. Por todos os meus dias restantes, serei grato por aquele passeio. Eu caminhei pelo Portão do Céu para mais um passeio ao redor do jardim.

(Tradução de SergioBarros do texto de Bob Perks)

:: Por Cantinho_da_felicidade | 11:05 AM | ::



Braços abertos

Não há nada mais animador do que quando Deus responde nossas orações por achar algo que perdemos. No meu caso, era uma criança perdida. Não havia nada de raro naquele dia. Começou como qualquer outro. Era uma tarde quente de verão e os meninos estavam em casas de amigos. Pelo meio da tarde eu decidi comprovar. Fiquei atordoada quando fui verificar Tim e seu amigo me disse que ele tinha saído há algum tempo. - Saído! Eu disse - Onde ele foi? - Eu não sei, seu amigo disse, meio embaraçado. Então comecei a fazer contatos. Verifiquei com cada amigo de Tim. Seguramente, alguém deve tê-lo visto, eu pensei. Mas não foi o caso. Em nenhum lugar que eu procurei eu consegui alguma pista. Quando não tinha mais nenhum amigo à procurar, eu fiquei maluca. Minha preocupação aumentou ainda mais quando passou da hora do treino de futebol. Tim não gosta de perder o futebol. Agora era a hora de chamar a polícia. Enquanto esperava por sua chegada, procurei por uma foto atual e tentei lembrar como e o que ele usava naquele dia. A hora do jantar passou e nenhum sinal de Tim. Enquanto em minha mente passava uma dúzia de cenários, meu coração temeroso orava à Deus. Finalmente, às 8:00 da noite a caçada terminou. Olhei para fora e vi meu filho suado e cansado, empurrando sua bicicleta com os dois pneus furados. Tinha ido pescar à doze quilômetros de casa e teve que empurrar sua bicicleta por todo o caminho de volta. A visão dele evocou minhas emoções. Eu não estava segura se eu deveria puni-lo ou beijá-lo. Rapidamente dei-lhe um abraço enorme e um beijo.

Depois desta experiência, comecei a pensar no coração de Deus. Eu sei o que se sente quando sua criança está perdida e tudo o que você quer é que ela volte para casa, para você. Quando nos afastamos de Deus, Ele anseia por nos ver de volta à Ele, como um pai com uma criança perdida. E assim como fiz com meu filho, Ele nos receberá com os braços abertos!

(Tradução de SergioBarros do texto de Annettee Budzban)

:: Por Cantinho_da_felicidade | 10:50 AM | ::



Tesouro oculto

...O guarda que estava revistando o alquimista encontrou um pequeno frasco de cristal cheio de líquido e um ovo de vidro amarelado, pouco maior que o ovo de uma galinha. - Que são estas coisas? Perguntou o guarda. - É a Pedra Filosofal e o Elixir da Longa Vida. É a Grande Obra dos alquimistas. Quem tomar este elixir jamais ficará doente, e uma lasca desta pedra transforma qualquer metal em ouro. Os guardas riram pra valer, e o Alquimista riu com eles. Tinham achado a resposta muito engraçada, e os deixaram partir sem maiores contratempos, com todos os seus pertences. - Você está louco? - perguntou o rapaz ao alquimista, quando já haviam se distanciado bastante. - Para que você fez isto?

- Pra mostrar a você uma simples lei do mundo - respondeu o alquimista. - Quando temos os grandes tesouros diante de nós, nunca percebemos. E sabe por quê? Porque os homens não acreditam em tesouros.

(Paulo Coelho em "O Alquimista")

:: Por Cantinho_da_felicidade | 10:50 AM | ::


Terça-feira, Janeiro 26, 2010



Que as lágrimas não nos impeçam de nos lembrar...

Que as lágrimas não nos impeçam de nos lembrar que uma pessoa que chega na nossa vida é um presente que nos foi oferto.
Há presentes assim valiosos que não duram muito, quando nossos corações desejariam que durassem eternamente e ignoramos por que eles se vão quando a vida parece apenas começar.
Mas se nos perdemos nesse mundo de questões sem respostas, a dor será muito maior que as lembranças de tudo o que a vida nos permitiu juntos enquanto durou a caminhada na terra.
Se tivéssemos que voltar atrás, teríamos preferido não ter encontrado, não ter conhecido, somente por que não pudemos guardá-lo no nosso seio mais tempo? Não...
O vento passa, mas nos refresca; a chuva vem e vai, mas sacia a terra. O importante mesmo não é a quantidade de tempo que as coisas ou pessoas duram, mas a riqueza que elas trazem à nossa alma, o amor que nos permitimos dar e o que aceitamos receber.
As dores das partidas definitivas são indizíveis, indefiníveis, mas que elas nunca nos impeçam de nos lembrar da vida compartilhada.
Que as lágrimas não nos impeçam de sorrir novamente um dia quando a dor for mais amena e as lembranças felizes começarem a voltar, como as flores no jardim a cada primavera.
A eternidade existe para que esperemos por ela, para que tenhamos o consolo de saber que um dia, se o Deus-Pai permitir, Ele que nos ama de amor infinito, poderemos novamente nos encontrar.

(Letícia Thompson)

Mensagem retirada com autorização do site da Letícia Thompson
Vale a pena conferir esse belo trabalho.

:: Por Cantinho_da_felicidade | 9:57 AM | ::



O vencedor

Era a primeira competição do ano para a nossa recentemente formada equipe de natação da escola. A atmosfera era de excitação durante a viagem de três horas de ônibus, com o grupo de jovens não pensando em nada além da vitória. Entretanto, o entusiasmo transformou-se em choque quando nossos peixinhos desembarcaram e viram seus musculosos oponentes, um verdadeiro grupo de deuses gregos. O treinador verificou a programação. - Seguramente está havendo um erro, ele pensou. Mas a programação apenas confirmou, sim, era o lugar certo e a hora certa. As duas equipes formaram uma linha ao lado da piscina. Apitos sopraram, disputas foram iniciadas e disputas foram perdidas. Pelo meio da competição, o treinador percebeu que não tinha nenhum competidor à altura do evento. - Muito bem equipe, quem quer disputar a próxima prova? O treinador perguntou meio desanimado. Várias mãos se levantaram, incluindo as de Justin Rigsbee, - Eu nadarei, treinador! O treinador fitou o jovem e disse, - Justin, nesta prova você tem que atravessar a piscina vinte vezes. Até hoje eu só o vi atravessar oito vezes. - Mas eu posso fazê-lo, treinador. Deixe-me tentar. O que são doze vezes mais? O treinador, embora relutante, cedeu, - Afinal de contas, ele pensou, não é o ganhar, mas o tentar que constrói o caráter. O apito soprou e os nadadores torpedearam pela água e terminaram a prova em quatro minutos e cinqüenta segundos. Os vencedores reuniam-se para receber as medalhas enquanto nosso grupo lutava para terminar a prova. Depois de mais quatro longos minutos, os últimos membros, exaustos, saíram da água. Todos, exceto Justin. Justin tentava ter fôlego, com as suas mãos dando tapas contra a água e empurrando seu delgado corpo mais para o lado do que para adiante. Parecia que afundaria à qualquer instante, mas algo parecia manter empurrando-o. - Por quê o treinador não pára esta criança? Alguns pais cochicharam entre si. - Parece que vai se afogar e a prova foi vencida há quatro minutos. Mas o que aqueles pais não sabiam era que a prova real, a prova do menino tornando-se um homem, apenas começava. O treinador andou pela borda até o jovem nadador, ajoelhou-se e falou calmamente com o nadador. Os pais, aliviados, pensaram, - Ele finalmente puxará aquele menino para fora antes que ele se mate. Mas, para surpresa geral, o treinador batia forte os pés na borda da piscina e o rapaz continuou a nadar. Um colega de equipe, inspirado por seu amigo corajoso, foi até o lado da piscina e incentivou, - Vai Justin, você pode! Você consegue! Força! Não desista! Logo outro se juntou, então outro, até que a equipe inteira andava pela borda da piscina encorajando seu companheiro a terminar a prova. A equipe adversária, vendo o que acontecia, uniu-se ao grupo. O coro contagiou todo o lugar e logo os pais, que antes estavam preocupados, começaram a bater os pés, gritando e torcendo. O lugar pulsava com a energia e a animação dos atletas que incentivavam o pequeno nadador. Doze longos minutos depois do vencedor da prova, um exausto mas sorridente Justin Rigsbee saía da piscina. A multidão tinha aplaudido o nadador que vencera a prova. Mas a ovação que deram para Justin naquele dia foi a prova de que a vitória maior fora a sua, apenas por terminar a disputa.

(Tradução de SergioBarros do texto de Sharon Jaynes)

:: Por Cantinho_da_felicidade | 9:57 AM | ::



Não brigue com o problema. Resolva-o. Problemas são oportunidades para se demonstrar o que se sabe. Mas, às vezes, o problema é como uma bomba colocada a sua frente, prestes a estourar e causar estrago. Não se atemorize, toda bomba é desmontável, às vezes bastando apagar o pavio. Confie que pode desmontar o problema, sem medo de estragos. Uma vez desmontada, a bomba não é mais nada.

(Minuto de sabedoria)

:: Por Cantinho_da_felicidade | 9:56 AM | ::


Sexta-feira, Janeiro 22, 2010



Amor verdadeiro

Quantas vezes você já olhou um casal, passeando de mãos dadas ou abraçado e se perguntou como eles podem se amar, sendo tão diferentes? Quantas vezes já pensou em como aquela moça tão elegante pode amar aquele homem com ar tão desengonçado? Ou como aquele homem tão bonito, parecendo um deus da beleza pode amar aquela mulher tão destituída de atrativos? Toda vez que essas idéias nos atravessam a mente, é que estamos julgando o amor pelo exterior. Mas, já dizia o escritor de o pequeno príncipe: "o essencial é invisível para os olhos." A propósito, conta-se que o avô do conhecido compositor alemão Mendelssohn, estava muito longe de ser bonito. Moses era baixo e tinha uma corcunda grotesca. Um dia, visitando um comerciante na cidade de Hamburgo, conheceu a sua linda filha. E logo se apaixonou perdidamente por ela. Entretanto, a moça, ao vê-lo, logo o repeliu. Aquela aparência disforme quase a enojou. Na hora de partir, Moses se encheu de coragem e subiu as escadas. Dirigiu-se ao quarto da moça para lhe falar. Desejava ter sua última oportunidade de falar com ela. A jovem era uma visão de beleza e Moses ficou entristecido porque ela se recusava até mesmo a olhar para ele. Timidamente, ele lhe dirigiu uma pergunta muito especial: "você acredita em casamentos arranjados no céu?" Com os olhos pregados no chão, ela respondeu: "acredito!" "Também acredito." - afirmou Moses - "Sabe, acredito que no céu, quando um menino vai se preparar para nascer, Deus lhe anuncia a menina com quem vai se casar. Pois quando eu me preparava para nascer, Deus me mostrou minha futura noiva. Ela era muito bonita e o bom Deus me disse: "sua mulher será bela, contudo terá uma corcova." Imediatamente, eu supliquei: "senhor, uma mulher com uma corcova será uma tragédia. Por favor, permita que eu seja encurvado e que ela seja perfeita." Nesse momento, a jovem, emocionada, olhou diretamente nos olhos de Moses Mendelssohn. Aquela era a mais extraordinária declaração de amor que ela jamais imaginara receber. Lentamente, estendeu a mão para ele e o acolheu no fundo de seu coração. Casou-se com ele e foi uma esposa devotada.

O amor verdadeiro tem lentes especiais para ver o outro. Vê, além da aparência física, a essência. E assim, ama o que é real. A aparência física pode se modificar a qualquer tempo. A beleza exterior pode vir a sofrer muitos acidentes e se modificar, repentinamente. Quem valoriza o interior do outro é como um hábil especialista em diamantes que olha a pedra bruta e consegue descobrir o brilho da preciosidade. É como o artista que acaricia o mármore, percebendo a imagem da beleza que ele encerra em sua intimidade. Este amor atravessa os portões desta vida e se eterniza no tempo, tendo capacidade de acompanhar o outro em muitas experiências reencarnatórias. Este é o verdadeiro amor.

No amor, o homem sublima os sentimentos e marcha no rumo da felicidade. Na perfeita identificação das almas, o amor produz a bênção da felicidade em regime de paz.


(Equipe de Redação do Momento Espírita com base no cap. Amor verdadeiro, de Barry e Joyce Vissell, do livro Histórias para aquecer o coração - Edição de ouro, Ed. Sextante e verbete amor do livro Repositório de Sabedoria, vol. 1, do Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira)

:: Por Cantinho_da_felicidade | 10:30 AM | ::



Segurando sua mão

Fabrício, meu aluno, era caladinho com os colegas... regular na aprendizagem... não conversava comigo... e a mãe sempre dizia que ele era muito "devagar"... Comunica-se através da libras... Antes do recesso de junho, depois de ter passado uma atividade, pedi licença à turma e fui tomar um cafezinho na cozinha da escola (saí sem fazer o desjejum). Quando estou saboreando meu café, aparece o Fabrício com o rosto ensangüentado, acompanhado por dois colegas contando que ele tropeçou e bateu com a testa na quina da porta. Olhei o ferimento e percebi haver necessidade de levar pontos. Liguei para a família avisando o ocorrido. Logo a irmã chegou e fomos para a clínica. A irmã estava nervosa, chorando e dizendo que o Fabrício ia desmaiar porque "não agüenta dor, nem ver sangue". Quando chegamos, olhei para o Fabrício, disse-lhe que os pontos não iriam doer pois a médica daria anestesia. Durante a sutura fiquei segurando sua mão, sempre sorrindo para ele. Depois de ser medicado deixei-os em casa e voltei para a escola. No outro dia, na sala, encontro o Fabrício feliz da vida. Fiquei surpresa, pois o surdo geralmente tem a saúde frágil e qualquer indisposição os deixa na cama. Pedi para ele contar tudo que aconteceu na clínica, para construirmos um texto. Muito à vontade começou a contar o ocorrido e sempre sinalizava que eu estava junto dele e segurava sua mão. A partir daí o Fabrício ficou "enturmado", sempre me sorria e conversava contando as coisas do seu dia a dia. Na reunião de pais, sua mãe me perguntou por que o Fabrício mudou tanto... chegava em casa ia logo estudar, estava atencioso com a família e fazendo planos de ser aprovado para a 5ª série. Respondi-lhe que também observei a sua mudança na escola mas, não tinha uma resposta para dar. Depois da reunião, avaliando os resultados do encontro com os pais, fiquei pensando... não teria respostas para a mãe do Fabrício mas, muitas vezes, em certos momentos da nossa vida, gostaríamos imensamente de ter alguém segurando fortemente nossa mão...

(Elza Portugal)

:: Por Cantinho_da_felicidade | 10:21 AM | ::



Vida

A vida é uma estrada onde só se pode rodar num sentido. Não há desvio ou retorno que nos conduza para trás. Se soubermos aceitar este fato, a vida se torna mais simples e só então poderemos tirar o melhor proveito do que temos e do que somos. A vida é muito preciosa, nunca se esqueça disso. Você tem apenas uma vida e pode até não dar o valor que realmente ela merece, mas com certeza há pessoas que dão este valor à sua vida. Muitas vezes nossa vida parece um pouco complicada, mas é tudo passageiro... São barreiras que aparecem para se vencerem, aprendendo cada vez mais com elas... Viva para o bem, que o bem será feito a você. VIVA A VIDA COM MUITO AMOR A ELA MESMA!!!

(Autor desconhecido)

:: Por Cantinho_da_felicidade | 10:21 AM | ::

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